Como Gerir As Empresas No Pós-Crise

por | ago 4, 2020 | Uncategorized | 0 Comentários

Muitas empresas conseguiram atravessar a crise econômica da década de 1980 e logo depois fecharem suas portas. Foi o caso das Casas Pernambucanas, Mesbla, Mappin, Transbrasil e muitas outras. É de se perguntar: se tinham conseguido atravessar o período mais difícil, por que fecharam suas portas quando iniciou o período de crescimento do país?

Segundo Albert Einstein, no caos e nas dificuldades há evolução. Naquele momento, as empresas que fecharam suas portas não tinham evoluído na forma de gerir. Continuaram a operar como antes, enquanto as novas empresas chegaram inovando.

 A história se repete. Estamos saído de uma crise. As empresas que continuarem com suas gestões ultrapassadas serão engolidas pelas que evoluíram suas gestões, que se tornaram mais ágeis e mais enxutas.

Os principais pontos desse novo modelo de gestão estão na motivação e conhecimento dos empresários, além da diminuição de custos – os principais continuam a ser mão de obra, compra de matéria-prima, custo direto nas vendas e energia.

Nas grandes corporações, como nos quartéis e até em times de futebol, há mudanças periódicas em seus comandos. Isso se faz necessário para que não haja acomodação e implique em desmotivação e na mesmice.

Um novo comando sempre traz mudanças, novas ideias e inovações, novas estratégias, novas ferramentas, novos processos, motivação e principalmente atitudes.

Mas como fazer isso nas pequenas empresas, já que não se pode mudar seus os donos, que na sua maioria são seus gestores? Se não dá para mudar seus donos, eles precisam ter a consciência de que devem se reciclar por meio do conhecimento, para não serem engolidos pelo mercado.  

Com relação a mão de obra, será necessário lançar mão da tecnologia para diminuir o número de funcionários, investir no RH (Recursos Humanos) para contratar melhor e treinar essa mão de obra, para que seja mais produtiva e multifuncional.

Caso utilizem mecanismos para encontrar o lucro nas compras, pode ser com novos fornecedores, na condição de pagamento com descontos, produtos substitutos, baixo estoque e menor frete, ou seja, comprar mais barato.

Diminuir o custo de vendas também será um fator primordial para as empresas do pós-crise. É necessário encontrar a equação entre ser lembrado, atender o cliente e vender com menos intermediários. São mudanças com quebra de paradigmas e de estruturas antigas.

O controle precisa ser rígido em todos os setores e nos processos. É importante que sejam objetivos e auditados, para ter a certeza de que todos os insumos e mercadorias compradas entrem no processo de vendas e retornem integralmente acrescidos de lucros.

O custo com energia é alto. Enquanto o governo não conseguir diminuir as tarifas, é preciso adotar mecanismos como instalações e equipamentos com menor consumo e investir na grande solução do momento, que é a energia solar.

Não há outra saída para o empresário do pós-crise a não ser a busca incessante pelo conhecimento em gestão.

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